Sabores da Ancestralidade: culinária tradicional afro-brasileira fortalece memória, identidade e cultura popular no 60º Encontro de Congados e Moçambiques
por Jhobert Rodrigues
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Quando uma receita atravessa gerações, ela deixa de ser apenas alimento. Torna-se memória. Torna-se cultura. Torna-se patrimônio vivo.
É com esse entendimento que o Instituto Afrobeja participa do 60º Encontro de Congados e Moçambiques de Araxá por meio da barraca Sabores da Ancestralidade, iniciativa que propõe ao público uma experiência gastronômica inspirada nos conhecimentos, nas tradições e nos modos de fazer preservados pelas comunidades afro-brasileiras ao longo do tempo.
A culinária ocupa lugar de destaque na construção das identidades culturais dos povos. Em cada ingrediente, tempero, modo de preparo e forma de compartilhar o alimento estão presentes histórias de resistência, afeto, pertencimento e transmissão de saberes entre gerações. Mais do que comercializar alimentos, a proposta do Instituto Afrobeja é contribuir para o reconhecimento da gastronomia como expressão cultural e ferramenta de preservação da memória coletiva. Assim como os cantos, as danças, os festejos e as tradições populares, os saberes culinários também constituem patrimônio imaterial e representam importantes formas de manutenção da identidade dos povos.
Durante o evento serão oferecidos dois pratos que dialogam com diferentes referências da cultura afro-brasileira:
• Acarajé da Bahia
• Costela de Quilombo
O acarajé é reconhecido nacionalmente como um dos maiores símbolos da presença africana na formação cultural brasileira. Sua história atravessa séculos e permanece viva por meio das comunidades que preservam seus modos tradicionais de preparo e compartilhamento.
Já a Costela de Quilombo homenageia os territórios de resistência, os laços comunitários e os conhecimentos construídos coletivamente pelos povos negros ao longo da história, reafirmando a importância da memória e da valorização das raízes culturais brasileiras.
Ao integrar gastronomia e cultura popular, a barraca Sabores da Ancestralidade amplia o diálogo entre patrimônio cultural, educação patrimonial e valorização das tradições afro-brasileiras, permitindo que o público vivencie a ancestralidade também por meio dos sabores.
Em um encontro que celebra seis décadas de história dos Congados e Moçambiques de Araxá, a iniciativa reafirma que preservar a cultura é também preservar os saberes, os modos de fazer e as memórias que continuam alimentando a identidade de um povo.
Sabores da Ancestralidade
Praça do Colégio Dom José Gaspar – Araxá/MG
11 e 12 de junho de 2026 – a partir das 17h
13 e 14 de junho de 2026 – a partir das 11h
Realização: Instituto Afrobeja
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